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segunda-feira, 6 de julho de 2020
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Seleção Brasileira - FIFA

Os grandes desafios de Neymar para a Copa América

Nome mais importante da Seleção Brasileira deverá ajudar para que sua equipe não dependa só de si próprio.

Neymar leva consigo um grande desafio: como fazer o Brasil ser Brasil sem o próprio Neymar? A frase poderia indicar que o camisa 10 nada pode fazer quanto a isso, mas não é bem assim. Porque, segundo estabeleceu Dunga (e porque assim se estabeleceu a necessidade da equipe), o Brasil precisa aprender a jogar sem Neymar mesmo com Neymar em campo. Esse é o principal desafio de uma seleção que possui um craque, mas que precisa aprender a ser mais do que somente esse craque.

Neymar hoje é o Brasil. Seus problemas são os problemas da Seleção, assim como seus acertos. É mais do que Messi para a Argentina ou do que James Rodríguez para a Colômbia. Essa dependência preocupa Dunga. É uma questão que se viu claramente na semifinal da Copa do Mundo de 2014, contra a Alemanha, quando, sem Neymar, a equipe perdeu a referência. O treinador quer enfrentar essa tendência. E para isso lançou um plano vinculado à formação do grupo – nomeou Jairzinho como assistente técnico pontual para a Copa América.

Em 1970, o Brasil teve uma das melhores equipes da história do futebol. Contra qualquer lógica, aquele time jogava com cinco números 10, em vez de apenas um ou algum atacante de destaque. Gérson, Tostão, Jairzinho, Rivellino e Pelé. Os cinco brilharam intensamente, mas a figura de Pelé era difícil de não se destacar: ele era, definitivamente, o jogador que mais desequilibrava. No entanto, sem esse plantel, dificilmente teria sido o que foi.

Essa teoria é observada por Dunga, que sabe que Neymar é o craque e além de tudo o novo capitão da Seleção Brasileira. Portanto, alguém de quem todos dependem em vários sentidos. “É preciso tomar a iniciativa. Jairzinho fez isso, e nós vamos tentar resgatar isso. Isso já aconteceu na Seleção Brasileira. Não espero que só um jogador faça o trabalho todo”, afirmou Dunga, antes de anunciar a entrada do ex-atacante da Copa de 1970 como assistente técnico para expressar esse espírito.

Sendo ou não uma decisão prática, Neymar está obrigado a fazer com que a equipe não busque jogo só em si próprio. Que não se torne ‘Neymardependente’. Que busque o jogo e se torne mais heterogênea.

Dunga, na coletiva de imprensa em que anunciou os convocados para a disputa da Copa América, pediu ao torcedor brasileiro para que trate os jogadores com mais carinho. A relação entre os torcedores e o plantel é complexa atualmente, já que o 7 a 1 no último Mundial gerou uma crise.

A relação positiva construída de 1994 adiante, com dois títulos e um vice de Copa do Mundo e quatro títulos em Copas Américas, está abalada. Começou a se deteriorar, aliás, na Copa América de 2011, quando a Seleção foi eliminada logo nas quartas de final, desperdiçando todos os pênaltis contra o Paraguai. Neymar já é parte desta cobrança. Conquistou somente a Copa das Confederações, e a torcida espera mais títulos.

Outro grande desafio de Neymar está em manter o nível que vem apresentando no Barcelona, onde já é campeão do Campeonato Espanhol, mas tem como maior trunfo ser, depois de muito tempo, o parceiro ideal que o clube procurava para Lionel Messi. Neymar vem sendo capaz de capitalizar a genialidade do argentino com mais genialidades. Sustentar a magia na Copa América é difícil, mas a recompensa será enorme.

Divulgação/Fonte: Goal.com

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